É tempo de comemorar

Olá!

O Natal é muito mais que presentes, é estar junto e compartilhar bons momentos.

Desejar que o mundo seja melhor a cada dia e participar desta transformação.

Minha missão é compartilhar saberes e neste dia eu sinto orgulho de estar com você que tem acompanhado este trabalho a tanto tempo, comentando, criticando e enviando sugestões, sabendo que sua contribuição reflete no resultado esperado, vocês são demais!

Ano Novo se aproxima e com ele muitas expectativas pois agora, com mais tempo disponível, espero conseguir desenvolver novos games, novos cursos, novas reflexões e principalmente novas amizades.

Obrigado a todos e um FELIZ NATAL e um ANO NOVO repleto de realizações, com saúde, paz, alegria e sucesso!

Forte abraço!

The Witcher: 6 acertos e 4 erros na série da Netflix

Os oito episódios da primeira temporada de The Witcher já estão disponíveis na Netflix, servindo como uma introdução promissora ao universo criado pelo autor polonês Andrzej Sapkowski.

 

No texto abaixo separei os seis principais acertos, e os quatro maiores erros da adaptação da Netflix em comparação com os livros que servem de base para o seriado.

 

Atenção: este texto contém spoilers.

 

Acertou: Arco de Yennefer

Yennefer de Vengerberg é, sem dúvida alguma, a personagem mais fascinante de The Witcher, sendo quem mais evolui entre os personagens principais a cada episódio.

A princípio, temi que apresentá-la primeiro como uma pessoa frágil e apenas depois como uma feiticeira extremamente poderosa seria prejudicial para a narrativa. Afinal, trata-se de uma completa inversão com relação aos livros.

No entanto, esta acabou sendo uma escolha excelente, pois viabilizou o único arco de amadurecimento genuinamente intrigante do seriado. O mérito se dá, em grande parte, à excelente atuação de Anya Chalotra; de longe, o maior acerto em termos de casting.

Acertou: Piadas e músicas de Jaskier

O alívio cômico é um recurso utilizado com certa frequência nos livros de The Witcher. Normalmente, Jaskier — ou Dandelion, para quem o conheceu nos games — é quem quebra a seriedade da narrativa, fazendo observações desnecessárias em momentos inadequados, aumentando muito a grandiosidade dos feitos de Geralt ou se colocando em perigo simplesmente porque superestima as próprias capacidades.

Não me impressionaria se a Netflix acabasse usando o personagem mais vezes do que precisava para tentar forçar uma identificação com os espectadores. Por sorte, pudemos constatar que não foi o caso.

Jaskier não aparece o tempo inteiro fazendo piadas, como seria o caso em um filme da Marvel. Ademais, as piadas em si não são tão banais e escatológicas quanto nos livros. Portanto, temos mais um exemplo de uma alteração com relação ao material original que acabou funcionando muito bem. Joey Batey, inclusive, se mostrou extremamente competente na função de amigo engraçado do protagonista. Espero que as próximas temporadas o aproveitem tão bem quanto a primeira.

Acertou: Cenas de ação

Desde quando assisti ao primeiro episódio pela primeira vez (faz tempo), não consigo falar de The Witcher sem elogiar a batalha no mercado de Blaviken.

A coreografia é simplesmente perfeita. A brutalidade do combate faz jus ao que qualquer leitor esperava, embora a morte de Renfri acabe sendo menos violenta do que nos livros.

A flechada que Geralt evita com a espada, a cabeça de um dos aliados de Renfri que o Bruxo arranca sem qualquer necessidade, a agilidade do duelo com a líder deles; tudo funciona da melhor maneira possível. O desfecho compensa pelos incontáveis diálogos previsíveis que precedem a luta.

Acertou: Adaptação de O Bruxo

O terceiro episódio da primeira temporada de The Witcher é o meu favorito. Nele, o espectador finalmente assiste à adaptação do primeiro conto de O Último Desejo — que, cronologicamente, é o primeiro livro da série.

A batalha contra a Estrige é uma das poucas lutas envolvendo magia que não sofre por causa dos efeitos especiais. É fato que o cenário escuro colabora para este mérito, mas isso não chega a ser um problema. Acaba sendo igualmente benéfica para o combate a intercalação entre cenas da luta e da agonizante transformação de Yennefer em Aretuza.

Fora o combate, a introdução precoce de Triss Merigold acaba sendo importante para a última guerra da temporada, sendo mais uma mudança acertada com relação aos livros. Toda a trama envolvendo a descoberta de que Foltest é o pai da filha da própria irmã também é importante para evidenciar quão imperfeitos são os reis e rainhas deste universo, assim como os de qualquer outro.

Acertou: Tissaia de Vries aparece desde o início

A Irmandade dos Magos não seria metade do que é sem Tissaia de Vries. Infelizmente, o mesmo se pode dizer sobre a personagem cuja única razão para continuar viva é justamente a organização.

Caso a adaptação continue recebendo novas temporadas até que se chegue ao romance Tempo do Desprezo, é importante que o público já tenha conhecido e se apegado a Tissaia de Vries. Ela se torna especificamente importante no livro citado.

Introduzi-la logo na primeira temporada acabou sendo uma decisão inteligente. Aliás, por ela fazer parte do núcleo que mais depende de efeitos especiais para se tornar imersivo (e os efeitos da série deixam a desejar), pensei que a personagem fosse acabar me cansando, mas a atuação de MyAnna Buring faz valer cada segundo.

Acertou: A Irmandade dos Magos

É evidente que, com o êxito no estabelecimento de Tissaia de Vries como pilar da narrativa, a Irmandade dos Magos acabou se mostrando muito mais interessante.

Por mais que a suposta atmosfera mágica de Aretuza não funcione tão bem quanto deveria, as poucas reuniões que mostram os feiticeiros discutindo o futuro do Continente são incríveis. Tratam-se de alguns dos poucos momentos nos quais o roteiro não parece tão amador.

O último episódio da primeira temporada deixou claro que lutas entre feiticeiros talvez acabem não sendo tão bem representadas na série, mas espero que isso seja corrigido a tempo da batalha na ilha de Thanedd, que acontecerá no futuro e será determinante para o futuro da Irmandade.

Errou: Introdução de Vilgefortz

Vilgefortz é um personagem extremamente importante em The Witcher. Talvez o mais relevante para a história, abaixo apenas de Geralt, Yennefer e Ciri. É exatamente por essa razão que a introdução dele acaba sendo tão problemática.

Muitas pessoas provavelmente não esperavam pela revelação de que o feiticeiro não é leal à irmandade, mas isso poderia ter muito mais impacto se a apresentação do personagem não fosse tão discreta.

Já que tantas alterações com relação à história original foram implementadas, por que não mais uma? Fazer Vilgefortz perder uma luta contra Cahir Mawr Dyffryn aep Ceallach foi a pior forma de tirar o personagem de cena. Acho que muitas pessoas custarão a enxergá-lo como deveriam no futuro.

Errou: Adaptação de A Espada do Destino

A floresta de Brokilon é impenetrável. Homem algum consegue se aproximar dela e todas as garotas que lá entram nunca conseguem deixar o local. Isso nos livros, é claro, porque a série sequer se preocupa com contar o básico sobre as Dríades, a não ser por um tímido diálogo entre a líder delas e Ciri.

Circunstâncias muito específicas tornam possível que Ciri deixe o lugar na história original. Inclusive, essas circunstâncias incluem a revelação de que a garota é uma fonte de Magia com sangue ancestral e a criança prometida a Geralt muito tempo atrás. Enquanto isso, no seriado, as Dríades são tratadas como apenas um povo que adora e protege a natureza, sem que seja atribuído ao grupo qualquer relevância.

Em A Espada do Destino, Geralt foge do destino mais uma vez, deixando a garota para trás aos cuidados de Myszowor (Mousesack) — que nunca morreu nos livros e jamais seria assassinado como foi na série. O conto traz um clímax surpreendente que põe fim ao crescente mistério que surge naquele ambiente hostil. No seriado, a floresta de Brokilon nada mais é do que uma casa temporária para Ciri.

Errou: Adaptação de Algo Mais

Como se não bastassem os problemas de como adaptaram A Espada do Destino, outro conto extremamente importante para o relacionamento de Geralt e Ciri é prejudicado no seriado: Algo Mais. A história em que Ciri e Geralt se reencontram e se aceitam como os destinos um do outro nos livros.

Para começar, a adaptação do conto ocorre em paralelo com uma batalha simplesmente terrível mas extremamente relevante para o arco de Yennefer. Portanto, de um lado vemos Geralt quase morrendo enquanto tem visões do passado e da mãe dele e do outro há algo extremamente dinâmico acontecendo.

A mudança brusca de tom a cada cena é incômoda e acaba tornando muito menos impactante o clímax emocional — no caso, o primeiro encontro entre Geralt e Ciri no seriado. Algo que esperávamos desde o início. Seria melhor que fizessem mais dois episódios para um não atrapalhar o outro e tudo se desenrolar com mais calma.

Errou: Arco de Ciri inteiro

Para ser honesto, nada no arco de Ciri me cativou. Não por culpa da atriz Freya Allan, mas do próprio roteiro — e estou falando da minha personagem favorita nos livros.

Em Cintra, a personagem é vítima de cafonices sem explicação da direção. Posteriormente, Ciri encontra um amigo que some do nada, volta de repente e desaparece novamente por se mostrar chocado quanto ao instinto de sobrevivência básico da personagem.

E, não bastasse a inconsistência do comportamento e da personalidade da personagem a cada episódio, ela ainda acaba sofrendo por causa dos já mencionados efeitos especiais pobres. Todos os momentos em que ela deveria parecer ameaçadora não convencem, como quando ela grita no leito de morte da avó e alguns copos se mexem, como se isso comprovasse os poderes mágicos extremamente perigosos da Leoazinha de Cintra. Ciri merece mais do que isso. Espero que encontrem uma maneira de fazer jus à personagem no futuro.

Confira, no NETFLIX!

Fonte: IGN Brasil 

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Marca indelével

Quando tocamos em algo, deixamos nossa impressão digital.

Quando tocamos as vidas das pessoas, deixamos nossa identidade.

A vida é boa quando você esta feliz.

Mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por causa de você.

Nada na natureza vive para si mesmo. Os rios não bebem sua própria água, as árvores não comem seus próprios frutos, o sol não brilha para si mesmo e as flores não espalham sua fragrância para si.

Viver para os outros é uma regra da natureza. Todos nós vivemos para ajudar uns aos outros.

Pense nisso 😉

Autor desconhecido.

A elefanta e a cadela

Uma elefanta e uma cadela ficaram grávidas ao mesmo tempo.

Dois meses depois da engravidar a cadela deu a luz à 6 lindos filhotinhos.

Mais 6 meses se passaram, e a cadela engravidou novamente.

Depois de outros 2 meses, outros oito filhotes.

Já haviam se passado 18 meses, quando a cadela encontra a mamãe elefante, e resolve zombar dela: “Nossa! Você tem certeza que está grávida? Já tive 14 filhotes nesse tempo todo, enquanto você só engordou, e não pariu nenhum!

Tem certeza que “vai sair alguma coisa daí?”, perguntou rindo e apontando com desdém.

De cabeça baixa, porém confiante, a elefanta respondeu: “Sim, estou grávida. Demorarei mais para dar a luz, mas quando acontecer, você vai saber!

Quando meu filhote andar, o chão por onde ele passar vai tremer.

A Terra toda vai saber onde ele está e todos vão parar para deixá-lo passar!

O tamanho da gravidez é do tamanho do que ela gera!

Você gerou 14, pequenos. Eu gerarei só 1, mas ele vai ser gigante, e impossível de não se notar!

Se tem alguém questionando você sobre a sua demora para se formar, para encontrar um emprego melhor, formar uma família ou o amor da sua vida, seja paciente!

Nem todo mundo sabe que dá trabalho fazer nascer coisas grandes, excelentes e poderosas.

O mundo todo vai notar quando você der a luz ao seu sonho, e ele vier à tona.

Sonhos grandes fazem a Terra toda tremer.

Autor desconhecido.

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PEDAGOGIA – Profissão do futuro

Quando começamos a aprender? Quando nos tornamos alunos? Quando iniciamos a jornada do aprendizado que nos conduzirá a uma profissão?

Pois bem, alguns profissionais acreditam ter começado sua carreira quando ingressaram nos cursos de graduação, onde aprenderam sua profissão – médicos, advogados, enfermeiros, engenheiros, entre tantos outros. Ah, tem professor também. Aliás, tem pedagogo também!

O que vemos, no entanto, é um descrédito, uma visão de “coitadismo” para aqueles que escolhem a pedagogia como carreira; para aqueles que, ao invés de trabalhar, apenas darão aulas.

Quero lembrar a todos que nenhum profissional chegaria à graduação sem ter aprendido pelas mãos de um professor quando estavam na infância e depois na adolescência. Aqui me refiro ao pedagogo, mas reforçando o papel de todo professor, responsável pelas transformações dos saberes de muitos.

Antes para lecionar aos pequenos bastava o magistério, curso em nível médio para formação de docentes. Com a mudança de legislação a pedagogia passou a ser condição necessária para este exercício.

Com isso o olhar para a profissão mudou um pouco, ainda que insistam em menosprezar o papel do pedagogo, do professor, em uma sociedade que se deseja mudar sem a valorização destes profissionais.

A pedagogia é a ciência que estuda os princípios da educação, envolvendo um conjunto de métodos, saberes e processos voltados para a formação integral do ser, para o desenvolvimento do processo (inseparável) de ensino e aprendizagem (quem ensina, ensina algo a alguém) com vistas ao pleno e autônomo desenvolvimento de seus aprendizes.

Por muitas décadas, o pedagogo tinha sua carreira restrita às escolas, no espaço restrito das salas de aula, coordenação ou gestão escolar; sempre com atividades relacionadas ao ambiente escolar, em instituições formais de ensino.

Vale ressaltar que o papel do pedagogo vai além da sala de aula, uma vez que, com formação adequada, ele se torna um especialista em educação, alguém que precisa e deve pensar a educação, propondo caminhos e mudanças para o desenvolvimento integral do ser humano.

Na atualidade, ainda que muitos pedagogos não se apercebam disso, o campo de atuação se ampliou, tendo espaço para atuação no mundo corporativo, junto com o RH, atuando e organizando treinamentos e outras atividades para desenvolvimento profissional; há espaço para atuação em ONGs, na pedagogia social, na pedagogia hospitalar, em museus, em brinquedotecas, na pesquisa e desenvolvimento de mídias educativas, cursos e materiais para ensino presencial ou a distância, além de consultorias, cursos e palestras.

Mesmo diante deste novo cenário, há aqueles que procuram o curso de pedagogia porque gostam de crianças. Isso não é pré-requisito! Pelo contrário aponta um olhar de cuidador e não de um profissional de educação – o pedagogo. É certo que lidar com crianças e adolescentes faz parte do papel do professor, mas não se pode limitar o olhar profissional a isso.

A carreira do pedagogo, assim como a de todo professor, exige rigor em sua formação, pesquisa, aprendizado constante e atuação efetiva na educação, com vistas ao seu desenvolvimento, passando longe da visão romântica de que basta gostar de crianças ou de “dar” aulas.

Ao ampliarmos o olhar para a carreira da pedagogia podemos apontar o seu papel dentre as profissões do futuro pois, sem pedagogos atuando na educação básica não será possível a formação de profissionais em níveis superiores aptos para exercitarem, com qualidade, suas profissões.

Antes de um trabalho de conclusão de curso, o aprendiz precisa aprender a ler e a escrever e esse aprendizado tem início lá na educação básica.

É desta forma que a pedagogia precisa ser vista e respeitada: como uma das profissões do futuro e não com a visão simplista, depreciativa como presenciamos em algumas propagandas e manchetes que colocavam a carreira do professor como um bico ou complemento de renda.

Sem professores não conseguiremos construir uma sociedade justa, igualitária e com pessoas que façam uso de suas capacidades intelectivas para aprender e mudar a sociedade em que se encontram.

Sejamos pedagogos, professores engajados por uma educação melhor e, principalmente, por uma imagem melhor de nossa profissão em uma sociedade que quer caminhar para o futuro.

ROBSON SANTOS, setembro/2017.

Disponível em: <www.professorrobsonsantos.com.br/2017/09/05/pedagogia-profissao-do-futuro/>. Acesso em: 1 out. 2017.

Sobre o professor Robson Santos:

Doutorando em Design, pela Universidade Anhembi Morumbi.

Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie

Graduado em Pedagogia pela UNISA.

Ator e Educador Brincante pelo Instituto Brincante.

Especialista em Folclore Brasileiro pela Associação Brasileira de Folclore.

Professor universitário em cursos de graduação e pós-graduação com experiência nas áreas de Educação, Artes e Design, atuando principalmente em metodologias ativas de ensino, cultura popular e pesquisa em design vernacular.

Palestrante motivacional com ampla experiência em desenvolvimento de equipes, liderança e formação de professores.

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