OQVCFARIA – Criança agressiva

Hipoteticamente, temos o aluno Marcelo que apresenta um distúrbio de comportamento, a agressividade, e em dado momento atrapalha muito o andamento da aula da professora Ana, que o encaminha para atendimento psicopedagógico. Qual seria, após a entrevista inicial, sua atitude para começar a auxiliá-lo, de maneira que possa rapidamente, melhorar a dinâmica da sala de aula da professora Ana, visto que, durante o tratamento o aluno continuará em sala de aula.

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Uma opinião sobre “OQVCFARIA – Criança agressiva

  1. mrtoledo disse:

    Sendo aluno dos anos iniciais, o primeiro passo seria mostrar comportamentos positivos relativos aos problemas de agressividade apontados. É fundamental o envolvimento dos responsáveis pelo aluno Marcelo neste processo.
    Para as crianças, os pais ou responsáveis são os principais exemplos de conduta, sendo que; o professor também tem importante papel na formação emocional deles.
    Um professor que procura resolver os conflitos em classe, aos gritos, provavelmente encontrará o eco de suas ações em seus alunos.
    Ofereça chances para o Marcelo se retratar e crie situações de estímulo: substitua o “Isso não se faz!” por “Você é um garoto legal. Não vai mais querer bater no amigo”. Converse com o aluno no pátio ou no parquinho. Salas fechadas, como a temida diretoria, podem causar constrangimento.
    Para promover a boa convivência do grupo, oriente os alunos a avisar você quando acontecer uma agressão.
    Jamais incentive crianças a responder a atos agressivos com violência.
    Converse com a turma sobre o que é certo e o que é errado e combine regras de boa convivência.
    Conte histórias sobre amizade, amor e relações tranqüilas.
    Recompense as boas condutas.
    Programe atividades físicas em que os alunos gastem bastante energia.
    Realize brincadeiras em que haja contato físico entre as crianças, como as rodas.
    Leve a garotada para brincar ao ar livre.
    Aplique técnicas de relaxamento.
    Monte uma brinquedoteca.
    Com relação ao Marcelo, crie uma relação de amizade e confiança com ele, estabeleça claramente os limites, incentive manifestações de afeto, segurança, senso de responsabilidade e de cooperação.
    Nunca grite, brigue ou discrimine esse aluno.
    Uma atividade interessante poderia ser a montagem de um teatrinho de bonecos que represente conflitos comuns entre as crianças, intercalando situações em que as agressões trouxeram consequências desagradáveis com as que foram resolvidas com cooperação, amizade e diálogo.
    Outras atitudes que sugiro para professora Ana:
    • Se o Marcelo insistir em lhe machucar, segure a sua maõzinha e diga com seriedade: “Isso não é bonito, você não pode me bater”.
    • Às vezes, deixar de fazer algo que a criança goste muito também funciona; por exemplo, devemos dizer que estamos tristes porque nosso filhinho agiu mal e que por isso não vamos mais brincar hoje ou descer para o playground. Ele irá compreendendo que cada ação provoca uma reação, que poderá ser de aprovação ou de restrição.
    • Muitas vezes pudemos constatar que ignorar a agressão e recompensar os comportamentos cooperativos e pacíficos através de atenção e elogios poderá ser de grande eficácia.
    Com base nesses aspectos percebe-se que para a vida em sociedade harmoniosa é imprescindível cuidar da saúde mental de nossas crianças. Espaço escolar, principalmente o da educação infantil, não poderá ser considerado apenas responsável pela transmissão de conhecimentos. Mas, será o espaço/tempo em que os profissionais que ali atuam preocupem-se com a formação dos educandos, ou seja, com as emoções, desenvolvimento da auto-estima, promoção da solidariedade, da afetividade, do respeito, do amor, da compreensão. Valores estes que associados aos conhecimentos necessários à formação do homem, certamente irão contribuir para uma melhor educação e pessoas melhores. Assim diante da inquietação deste problema é preciso pesquisar cada vez mais a Agressividade Infantil, procurar entender suas causas, alternativas e apresentar soluções.

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