Arquivo mensal: maio 2016

Afastada, Dilma mantém salário, Alvorada, avião e assessores

20160512_SaiDilmaEntraTemer2Um ano e dois meses depois da primeira grande manifestação em favor do impeachment, a presidente Dilma Rousseff foi afastada pelo Senado em votação realizada nesta quinta-feira (12/05/2016) depois de uma sessão de mais de vinte horas. É a segunda chefe de Estado a enfrentar formalmente um processo de impeachment desde a redemocratização, 24 anos após Fernando Collor. No placar, 55 senadores votaram a favor da continuidade do processo de impeachment e 22 foram contra. Ela deixa a Presidência um ano e quatro meses depois de assumir o segundo mandato, e o vice Michel Temer assume interinamente. Dilma está caindo porque cometeu crime de responsabilidade: no caso, atentou contra a Lei Fiscal — transgressão devidamente prevista no Inciso VI do Artigo 86 da Constituição, com penalidade prevista na Lei 1.079. A vida de Temer não será fácil, já que o PMDB é parte do fiasco do atual governo. O presidente interino vai ter que ser muito hábil politicamente para administrar os interesses do Congresso e manter a governabilidade.
Mesmo com o afastamento consumado, a presidente Dilma continuará recebendo salário de R$ 31 mil. O anúncio foi feito pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao final da votação. Segundo Renan, a presidente continuará morando no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. Também terá direito a transporte aéreo presidencial, equipe a serviço do gabinete pessoal, apoio à saúde, carros e motoristas.
Boa sorte Temer, boa sorte BRASIL!
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Compartilho abaixo texto do Reinaldo Azevedo publicado em 12/05/2016 07:44 na VEJA.com:
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Doze anos, quatro meses e 11 dias! Esse é quanto durou o PT no poder. É pouco? Não! Foi o partido que mais tempo ficou no comando da máquina federal desde a redemocratização do Brasil. Aliás, excetuando-se os regimes ditatoriais, foi a legenda mais duradoura do período republicano. Assim, meus caros, se vocês acham que o país tem algumas mazelas a reparar, convém indagar também a responsabilidade do PT.
Embora o afastamento, em princípio, seja temporário, é evidente que a presidente Dilma não volta ao Palácio do Planalto, salvo um cataclismo do governo Michel Temer, o que, parece-me, nem os petistas conseguirão provocar. A repulsa ao petismo é de tal sorte grande que, no raiar da manhã, ouviram-se rojões de comemoração.
Atenção! Na jornada desta quarta e quinta, bastavam, de fato, 22 votos para afastar a presidente. Por quê? O relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), recomendado a abertura do processo, precisava ser aprovado por maioria simples para que Dilma tivesse de deixar o Palácio por um período máximo de 180 dias. O que é a maioria simples? Metade mais um dos senadores presentes desde que garantido o quórum de metade mais um do total de parlamentares. Ou por outra: a votação só pode acontecer com 42 presentes, bastando, portanto, os 22 votos para afastar a mandatária.
Mas o que se viu foi casa cheia. Votaram 78 senadores: 55 a favor do afastamento, 22 contra e uma abstenção de praxe: a do presidente da Casa, Renan Calheiros. Atingiu-se, pois, já na fase da admissibilidade, a maioria qualificada para a aprovação do impeachment: são necessários 54 votos para a condenação.
Alguém poderia dizer: “Mas apenas um a mais? Se dois senadores retirarem o apoio, então não há impeachment?” Bem, a conta não é tão simples assim. Notem que esse é o placar que se tem antes de o futuro governo se estabelecer, quando algumas reticências ainda estão no ar. Parece improvável que os 55 de agora mudem de ideia. Daí ser a votação desta quarta e quinta, na prática, um julgamento antecipado.
Dilma gravou um pronunciamento à nação, que será divulgado nas redes sociais. Vai insistir na tese impossível do golpe — aquela mesmo que seduziu apenas os já convertidos. E que não tem como ser explicada por um critério mínimo de razoabilidade.
Tal conversa mole é juridicamente insustentável e politicamente absurda, uma vez que um presidente da República jamais será deposto se contar com o apoio da maioria da população e do Parlamento. No Presidencialismo à brasileira, só cai quem perde as condições de governabilidade. E Dilma, por óbvio, as perdeu.
Assim, com um pouco de amor pelo país, a petista deveria, desde logo, renunciar ao mandato. Dilma não está numa prova de resistência; Dilma não está num desafio em que se testa a sua resiliência; Dilma não está numa competição consigo mesma para avaliar a sua disposição ao sofrimento.
Toda essa disposição subjetiva que buscaria evidenciar a têmpera única de seu caráter tem, a essa altura, uma vítima: o povo brasileiro. Ora, ela fará a narrativa do golpe de qualquer modo, não é? Melhor que o faça com o país livre de sua sombra. Quando, finalmente, for condenada pelo Senado, ela perderá o foro especial por prerrogativa de função. Poderia nos poupar a todos dessa pantomima lamentável.
É uma pena que não saiba morrer o que viver não soube.
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Tchau Tinky Winky! Tchau Lala! Tchau Dipsy! Tchau Po! Tchau Dilma!

160511_DilmaFazAsMalasÉ HORA DE DAR TCHAU!

O plenário do Senado vota nesta quarta-feira (11) se aceita ou não iniciar o julgamento da denúncia que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
São necessários os votos da maioria simples da Casa, isto é, de 41 dos 81 senadores, para o processo avançar.
Caso o Senado acolha o pedido, a presidente é notificada e pode ficar afastada por até 180 dias, se o julgamento não acabar nesse prazo, ela volta ao cargo.
O vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) assume a Presidência interinamente, com poderes plenos.
Se os senadores decidirem não levar adiante a cassação do mandato de Dilma, a denúncia é arquivada e fica extinto o processo contra Dilma.
Mas, para o bem geral da nação, acredito que para senhora Dilma hoje é dia de fazer as malas.
TCHAU, QUERIDA!

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Bolsa fecha em baixa de 1,41% após ‘susto’ com impeachment; dólar sobe

160510_WaldirMaranhaoO mercado financeiro doméstico iniciou a segunda-feira (9) de mau humor, influenciado pelo cenário externo desfavorável. Por volta das 12h, a notícia de que o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) decidiu anular o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff fez o dólar disparar quase 5%, para a casa dos R$ 3,67, e o Ibovespa cair até 3,5%, abaixo dos 50.000 pontos.
Os investidores foram se acalmando à medida de que ganhava força a avaliação de que a decisão de Maranhão não prosperaria. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou mais tarde em plenário sua decisão de ignorar o ato do presidente interino da Câmara.
Com a decisão do peemedebista, o Senado mantém a previsão de votação da abertura do processo de impeachment para quarta-feira (11).
Entretanto, segundo analistas e operadores, a cautela nos negócios deve predominar pelo menos até a votação do processo de impeachment no plenário do Senado. O dólar comercial fechou em alta, na faixa dos R$ 3,52, o dólar à vista no patamar de R$ 3,55 e o Ibovespa caiu 1,41%.
“Foi um susto, mas logo os negócios foram voltando à normalidade, já que ninguém no mercado acreditava que a anulação do impeachment iria adiante”, comenta um operador.
Após bater a mínima de 49.907,77 pontos (-3,50%), o Ibovespa fechou em baixa de 1,41%, aos 50.990,06 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,9 bilhões.
O índice foi pressionado pelas ações de Vale, Petrobras e siderúrgicas.
O motivo foram os dados ruins da balança comercial da China e o recuo no preço das commodities.
Os papéis PNA da Vale caíram 8,65%, a R$ 12,35, e os ON, -9,77%, a R$ 15,23, influenciados pela queda do minério de ferro no mercado internacional.
O minério de ferro entregue em Qingdao, na China, caiu 5,66% nesta segunda-feira, para US$ 54,99 a tonelada.
Entre as siderúrgicas, CSN ON caiu 10,05%; Gerdau PN, -6,12%; e Usiminas PNA, -9,01%.
As ações PN da Petrobras perderam 5,95%, a R$ 9,48, e as ON, -6,65%, a R$ 12,07. Em Londres, o petróleo Brent recuava 3,86%, a US$ 43,62 o barril; em Nova York, o petróleo tipo WTI caía 2,73%, a US$ 43,44 o barril.
No setor financeiro, Banco do Brasil ON recuou 2,12%; Itaú Unibanco PN subiu 0,62%; Bradesco PN, +0,63%; Santander unit, +0,87%; e BM&FBovespa ON, +0,24%.
“A decisão do presidente interino da Câmara reforçou a tendência que prevalecia nesta manhã nos mercados locais, por conta de um cenário externo menos favorável”, comenta a equipe de análise da Guide Investimentos, em relatório. “Afinal, dados fracos de exportações e importações chinesas colocavam um viés de baixa sobre as commodities e aumentavam receios sobre o futuro crescimento do país asiático.”
Na China, segunda maior economia do mundo e grande consumidor de commodities, as exportações caíram 1,8% em abril na comparação anual, enquanto as importações recuaram 10,9%.
DÓLAR
O dólar comercial, que avançou até 4,90%, a R$ 3,6770, terminou em alta de 0,54%, a R$ 3,5240. O dólar à vista –que na máxima da sessão chegou a subir 4,75%, a R$ 3,6755— fechou com ganho de 1,43%, a R$ 3,5590.
Pelo quarto dia seguido, o Banco Central não realizou leilão de swap cambial reverso, equivalente à compra de dólares pela autoridade monetária. Analistas avaliam que o BC só deverá voltar a atuar se a moeda americana ficar abaixo de R$ 3,50.
O dólar se valorizou frente a quase todas as moedas globais, fortalecido pela queda das commodities e pelas especulações de que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) poderá subir os juros mesmo com sinais de desaceleração no mercado de trabalho americano.
Hideaki Ilha, operador de câmbio da Fair Corretora, acredita que, além do cenário externo negativo, a informação de que o vice-presidente Michel Temer quer evitar uma queda maior do dólar ante o real, no caso de ele substituir a presidente Dilma Rousseff, tem ajudado a manter as cotações acima dos R$ 3,50. “Quando o dólar chega a esse piso, praticamente não há vendas.”
No mercado de juros futuros, o contrato de DI para janeiro de 2017 avançou de 13,675% para 13,695%; o DI para janeiro de 2021 subiu de 12,580% para 12,690%.
O CDS (credit default swap), espécie de seguro contra calote e indicador da percepção de risco do país, subiu 1,79%, aos 347,551 pontos.
EXTERIOR
Na Bolsa de Nova York, o índice S&P 500 terminou em alta de 0,08%; o Dow Jones, -0,20% e o Nasdaq, +0,30%.
Na Europa, os índices também fecharam com sinais mistos: Londres (-0,18%); Paris (+0,50%); Frankfurt (+1,12%); Madri (-0,47%); e Milão (-0,88%).
Na China, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 2,07%, enquanto o índice da Bolsa de Xangai teve queda de 2,76%, com a piora das exportações e importações do país.
O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio subiu 0,68%.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/05/
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Anulação de impeachment faz Bolsa cair até 3,5% e dólar subir 4,75%

160509_MRT_Simulador_BovespaA notícia de que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), assinou uma decisão nesta segunda-feira (9) para anular a tramitação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso fez a Bolsa cair 3,5% e o dólar disparar até 4,75%.
O Ibovespa já operava em queda de mais de 1,8% e o dólar subia cerca de 0,5% ante o real nesta sessão, pressionados pela queda das commodities e dados ruins sobre o comércio exterior da China. A informação pegou os investidores de surpresa, já que o afastamento da presidente Dilma Rousseff, em votação no plenário do Senado nesta quarta-feira (11), era dado como certo.
Em comentário, André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, afirma que, se confirmada a decisão de Waldir Maranhão, “o mercado ficará vendido em Brasil nos mais diversos ativos”.
Ou seja, a Bolsa vai cair mais e o dólar se valorizar ante o real, invertendo o movimento visto nos últimos dois meses com as expectativas de impeachment de Dilma Rousseff. André Perfeito afirma, no entanto, não acreditar que a medida irá reverter o processo de afastamento de Dilma. “Mas sem dúvida o uso desta ‘bomba atômica’ irá comprar mais tempo para a defesa da presidente.”
Fonte: folha.uol.com.br/mercado 09/05/2016 12h30m
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Consumidor deve fugir das empresas que prometem limpar nome sujo

160508_golpe_nome_sujoCom o aumento da inadimplência, os balcões do cadastro de negativados viraram um território para golpistas. De olho em mais de 60 milhões de brasileiros sujos na praça, essas empresas prometem limpar o nome cobrando uma “taxinha”, mas somem com o dinheiro pago pelo “serviço”.
“Não existe milagre. Não dá para limpar o nome sem pagar a dívida,” diz Flávio Calife, economista do birô de crédito Boa Vista Serviços.
O problema é que propostas como essas, do tipo “trago a pessoa amada em três dias”, são cada vez mais frequentes. O consumidor vai ao balcão de atendimento de Serasa Experian, Boa Vista Serviços ou SPC Brasil para consultar suas dívidas vencidas e é abordado por pessoas entregando folhetos.
“Alguns desses prestadores de serviço são sérios, mas desnecessários”, afirma Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.
CUIDADO! Pesquise na internet como negociar sua dívida, pesquise bastante, negocie diretamente com a empresa onde você contraiu a dívida.

Boa sorte!

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