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PEDAGOGIA – Profissão do futuro

Quando começamos a aprender? Quando nos tornamos alunos? Quando iniciamos a jornada do aprendizado que nos conduzirá a uma profissão?

Pois bem, alguns profissionais acreditam ter começado sua carreira quando ingressaram nos cursos de graduação, onde aprenderam sua profissão – médicos, advogados, enfermeiros, engenheiros, entre tantos outros. Ah, tem professor também. Aliás, tem pedagogo também!

O que vemos, no entanto, é um descrédito, uma visão de “coitadismo” para aqueles que escolhem a pedagogia como carreira; para aqueles que, ao invés de trabalhar, apenas darão aulas.

Quero lembrar a todos que nenhum profissional chegaria à graduação sem ter aprendido pelas mãos de um professor quando estavam na infância e depois na adolescência. Aqui me refiro ao pedagogo, mas reforçando o papel de todo professor, responsável pelas transformações dos saberes de muitos.

Antes para lecionar aos pequenos bastava o magistério, curso em nível médio para formação de docentes. Com a mudança de legislação a pedagogia passou a ser condição necessária para este exercício.

Com isso o olhar para a profissão mudou um pouco, ainda que insistam em menosprezar o papel do pedagogo, do professor, em uma sociedade que se deseja mudar sem a valorização destes profissionais.

A pedagogia é a ciência que estuda os princípios da educação, envolvendo um conjunto de métodos, saberes e processos voltados para a formação integral do ser, para o desenvolvimento do processo (inseparável) de ensino e aprendizagem (quem ensina, ensina algo a alguém) com vistas ao pleno e autônomo desenvolvimento de seus aprendizes.

Por muitas décadas, o pedagogo tinha sua carreira restrita às escolas, no espaço restrito das salas de aula, coordenação ou gestão escolar; sempre com atividades relacionadas ao ambiente escolar, em instituições formais de ensino.

Vale ressaltar que o papel do pedagogo vai além da sala de aula, uma vez que, com formação adequada, ele se torna um especialista em educação, alguém que precisa e deve pensar a educação, propondo caminhos e mudanças para o desenvolvimento integral do ser humano.

Na atualidade, ainda que muitos pedagogos não se apercebam disso, o campo de atuação se ampliou, tendo espaço para atuação no mundo corporativo, junto com o RH, atuando e organizando treinamentos e outras atividades para desenvolvimento profissional; há espaço para atuação em ONGs, na pedagogia social, na pedagogia hospitalar, em museus, em brinquedotecas, na pesquisa e desenvolvimento de mídias educativas, cursos e materiais para ensino presencial ou a distância, além de consultorias, cursos e palestras.

Mesmo diante deste novo cenário, há aqueles que procuram o curso de pedagogia porque gostam de crianças. Isso não é pré-requisito! Pelo contrário aponta um olhar de cuidador e não de um profissional de educação – o pedagogo. É certo que lidar com crianças e adolescentes faz parte do papel do professor, mas não se pode limitar o olhar profissional a isso.

A carreira do pedagogo, assim como a de todo professor, exige rigor em sua formação, pesquisa, aprendizado constante e atuação efetiva na educação, com vistas ao seu desenvolvimento, passando longe da visão romântica de que basta gostar de crianças ou de “dar” aulas.

Ao ampliarmos o olhar para a carreira da pedagogia podemos apontar o seu papel dentre as profissões do futuro pois, sem pedagogos atuando na educação básica não será possível a formação de profissionais em níveis superiores aptos para exercitarem, com qualidade, suas profissões.

Antes de um trabalho de conclusão de curso, o aprendiz precisa aprender a ler e a escrever e esse aprendizado tem início lá na educação básica.

É desta forma que a pedagogia precisa ser vista e respeitada: como uma das profissões do futuro e não com a visão simplista, depreciativa como presenciamos em algumas propagandas e manchetes que colocavam a carreira do professor como um bico ou complemento de renda.

Sem professores não conseguiremos construir uma sociedade justa, igualitária e com pessoas que façam uso de suas capacidades intelectivas para aprender e mudar a sociedade em que se encontram.

Sejamos pedagogos, professores engajados por uma educação melhor e, principalmente, por uma imagem melhor de nossa profissão em uma sociedade que quer caminhar para o futuro.

ROBSON SANTOS, setembro/2017.

Disponível em: <www.professorrobsonsantos.com.br/2017/09/05/pedagogia-profissao-do-futuro/>. Acesso em: 1 out. 2017.

Sobre o professor Robson Santos:

Doutorando em Design, pela Universidade Anhembi Morumbi.

Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie

Graduado em Pedagogia pela UNISA.

Ator e Educador Brincante pelo Instituto Brincante.

Especialista em Folclore Brasileiro pela Associação Brasileira de Folclore.

Professor universitário em cursos de graduação e pós-graduação com experiência nas áreas de Educação, Artes e Design, atuando principalmente em metodologias ativas de ensino, cultura popular e pesquisa em design vernacular.

Palestrante motivacional com ampla experiência em desenvolvimento de equipes, liderança e formação de professores.

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OQVCFARIA

OQVCFARIA?

Criei a seção “OQVCFARIA” para compartilharmos experiências afim de enriquecer nosso repertório nos mais variados assuntos e assim criarmos um compêndio, em especial os relacionados a pedagogia e psicopedagogia. Conto com a participação de todos os leitores, docentes ou não, para que na diversidade de saberes possamos aprimorar ou quem sabe, criar ferramentas e técnicas para utilizar em nosso dia a dia*.
Participe deixando sua crítica, sugestão ou experiência no comentário do tema em debate.
Como funciona?
De acordo com o tema principal (título do post) será apresentada uma situação e sua participação será a resposta/comentário sobre OQVCFARIA na situação apresentada.
Todos usuários do site MRToledo.COM podem participar enviando situações onde desejam conhecer as atitudes diante de um problema, esta é uma ferramenta interessante principalmente para os que estão elaborando monografias, TCCs ou pesquisa.
Desde já agradeço, contando com sua participação!
Marcelo de Toledo

*NOVA ORTOGRAFIA: As palavras compostas que possuem entre seus termos um elemento de ligação representado por uma preposição, artigo ou pronome, já não mais requerem o emprego do hífen. Além da expressão dia a dia, há ainda outras, como: pé de moleque, lua de mel, carne de sol, fim de semana, etc. 😉

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Resenha descritiva da palestra: “Inteligência Emocional”

         Como atividade complementar do curso de Administração do Centro Universitário Estácio de São Paulo, apresento um resumo da palestra “INTELIGÊNCIA EMOCIONAL: Sem ela, não dá!” ministrada pela  professora  ROSA MATIAS (diretora da ANNIMUS PSICOLOGIA – Psicoterapia cognitivo-comportamental, R. Prof. Roldão de Barros, 125 – Jardim Malia I, São Paulo – SP, 04823-010, (11) 99954-1372) organizado pelo Centro Universitário Estácio de São Paulo – Unidade Interlagos, realizada no dia 23 de maio de 2017 das 19 às 21 horas no auditório da unidade, situado na Avenida do Jangadeiro, 111 – Interlagos, São Paulo – SP, 04815-020.

         A palestra teve como público alvo, alunos dos cursos de Pedagogia, Letras e Educação Física, porém, foi aberta para todos os cursos e houve forte adesão do curso de Administração.

         Após a apresentação a palestrante inquiriu o público utilizando-se de linguagem coloquial e de fácil compreensão, sobre o que é Inteligência Emocional. Constatado o pouco conhecimento do público sobre o assunto, a palestrante modificou sua abordagem mostrando que seria “mais fácil pensar na falta dela…?”.

      Alguns participantes timidamente opinaram e a palestrante então iniciou uma pequena sessão de meditação guiada e ao som de música inspiracional (do Power Thoughts Clube de Meditação) levou todos a um relaxamento, harmonia e comunhão culminando com todos do público se abraçando e desejando uma verdadeira “Boa noite”.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL:

Capacidade de suportar frustrações, mantendo a motivação e a visão administrativa para alcançar os resultados por meio do relacionamento interpessoal.
Rosa Matias, 2017.

         Dando ênfase as frustrações, mostrou a importância da motivação para alcançar objetivos, conquistar apoio, conseguir o que parecia ser impossível. E para exemplificar utilizou-se de um trecho do filme “Perfume de Mulher”, assistimos a cena em que Frank Slade, um tenente-coronel cego, vivido por Al Pacino, convida uma moça para dançar e recebe a seguinte resposta:

– Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos…
E Frank responde:
– Mas em um momento se vive uma vida!

Em seguida o casal vai para o centro do salão e ao som de “Por Una Cabeza de Carlos Gardel” dançam de forma majestosa.

Analisando o diálogo que precede a dança chegamos a duas conclusões:

         1 – A melhor decisão que podemos tomar é aquela que está por vir. Muitas pessoas passam a vida lamentando o tempo e as oportunidades que perderam, quando ainda têm incontáveis momentos para decidir por algo melhor para si mesmos, e para os outros.

         2 – O sentido da vida não consiste em satisfazer a si mesmo, mas em buscar a felicidade daqueles que estão ao nosso redor.

         Dando continuidade ao tema frustração, a palestrante exibiu uma propaganda do chocolate Stratos, “Precisa-se de um parceiro”. Esta propaganda britânica, que possui uma excelente trilha sonora, inicia com a imagem de um garoto jogando bola sozinho, fica evidente sua “FRUSTRAÇÃO”. O momento vivido pelo garoto possibilitou boa análise sobre a Inteligência Emocional e, foi de grande importância também aos futuros administradores presentes porque foi um belo exemplo da união de uma visão de longo prazo, um plano estratégico bem feito e a execução perfeita!

         Finalizando a palestra explicou os três pilares da “Inteligência Emocional”, de maneira simples e descritiva apresentou um compêndio sobre as emoções que, foram ilustradas  em forma de “balde”, sem dúvida foi uma abordagem interessante e marcante.

         A palestrante esclareceu ao público que esta trata-se de uma palestra preliminar, os que se interessaram e desejam se aprofundar no tema deverão entrar em contato com a professora Rosa Matias afim de matricular-se para o próximo encontro que acontecerá em 1º de julho de 2017, um sábado.

         No encerramento, os aplausos foram intensos por parte do público presente, público este, que, inclusive, aplaudiu de pé, valorizando as experiências socializadas pela palestrante.

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Deve a Universidade adaptar-se à sociedade ou a sociedade a ela?

Acredito que um conjunto de ações internas (IES) gerará adaptação de ambos lados. Sem perder o foco na transmissão do conhecimento, democratizar a sala de aula é o ponto principal para alcançar esta associação. Democratizar o espaço de ensino é forçar e permitir a interação dos estudantes às práticas pedagógicas de tal modo que gerem questionamento e consequente pesquisa que proporcionará o debate. Esta simbiose(sic) Universidade x Sociedade ocorrerá por influência do professor que através da mediação e interação proporcionará a aprendizagem que gera aproximação, principalmente após a constatação de que não estamos apenas replicando conhecimento onde os futuros profissionais irão apenas reproduzir o saber existente devido a falta de estímulos criativos durante o processo de aprendizagem. Resumindo: Penso que ambas afirmações serão corretas, de forma positiva ou negativa, dependerão da prática pedagógica escolhida.

E você? O que pensa sobre isso? Comente!

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Políticas públicas para a educação

Como as políticas públicas para a educação têm acompanhado e se diversificando para entender as contradições e pluralidade da sociedade brasileira?

Os princípios que regem uma determinada época e uma dada sociedade, bem como as leis oriundas de seu contexto histórico e cultural são sistemas que interagem e cruzam influências. Assim, o sistema escravagista brasileiro teve um papel fundamental em todas as esferas da nossa sociedade. A peculiaridade da aplicação deste sistema no Brasil concernia na concentração do poder nas mãos de uma pequena minoria. As distâncias sociais eram tanto maiores à medida que se afastavam dos valores europeus. Isso fez que a aculturação e a “desafricanização”, por assim dizer, da grande massa excluída, aproximasse-se do modelo ideal do composto minoritário como viés para ascensão social, de chegar aos postos cobiçados, àqueles que davam maior liberdade, segurança e prestígio. Nesta perspectiva a aculturação aparece sob seu verdadeiro prisma que é o de ser uma luta pelo “status social”. As influências reflexas deste regime podem ser ainda observadas e simbolizam as heranças culturais e sociais que compõem o atual cenário brasileiro.

Nas conjunturas contemporâneas, com o advento do desenvolvimento da tecnologia e da globalização, ganha um destaque cada vez maior a necessidade da mudança de paradigmas, tais como a estratificação e a inobservância das influências reflexas produzidas pela diversidade socioambiental brasileira. Ora, sendo o desenvolvimento de uma determinada sociedade analisado pelo grau de desenvolvimento intelectual de seus membros e, constituindo este um dos medidores de qualidade de vida (IDH), os investimentos na educação compõem premissa básica para um melhor desempenho em todos os demais setores.

No Brasil, as problemáticas sociais e culturais refletem os frutos dos conflitos e das tensões ideológicas e ressaltavam as imperativas necessidades de mudança visando o bem comum, sendo este, fator preponderante na distinção da vitalidade de uma sociedade bem estruturada. A disparidade econômica entre as diversas regiões do país contribuem para má qualidade do ensino básico, sendo este um dos principais indicadores da falta de acesso destas massas ao ensino superior. No que concordam os autores Macedo, Trevisan Vettorato, Trevisan e Sperandeo de Macedo ao afirmarem que a prerrogativa da

“(…) adequação desse sistema para o enfrentamento dos desafios da sociedade do conhecimento, em um país como o Brasil, deve necessariamente resolver três questões: a modernização do sistema, o efetivo aprimoramento da qualidade da educação brasileira em todos os níveis, graus e modalidades e a democratização do ensino promovendo a inclusão social.”
(MACEDO et al, 2005, p. 27.)

Durante longos anos este ingresso manteve-se restrito a uma determinada esfera social, demostrando uma evidente segregação classial e discrepância regional. Os baixos investimentos na educação básica e superior foram uma realidade marcante. Deste modo, afirma Schwartzman que,

“Os sistemas de educação superior modernos tendem a desempenhar uma pluralidade de papéis frequentemente contraditórios, uma característica que se acentua ainda mais em uma sociedade tão profundamente estratificada e diferenciada como a brasileira. Parece ser mais recomendável reconhecer as diferenças, e tratar de responder a elas de forma pluralista, do que tratar de negá-las pela via da imposição de igualdades formais, que tendem a intensificar ainda mais os processos de estratificação e de desigualdade. A educação superior brasileira já vem se diversificando na prática, e hoje ela pode ser descrita a partir de algumas de suas principais funções.”
(SCHWARTZMAN, 1994, p. 39).

Somente no ano de 2008, este setor ganha ajustamentos tangíveis mediante a introdução do plano de políticas públicas, as quais visavam a adoção de medidas adequadas a realidade de cada região, respeitando suas devidas singularidades. A busca pelo nivelamento inter-regional expande cada vez mais os investimentos nas universidades públicas, em especial no incremento destas, em zonas periféricas e subdesenvolvidas do território nacional, além da viabilização de tantos outros investimentos no setor privado, alavancando, deste modo, índices muito superiores ao esperado nos anos subsequentes.

Diante deste novo cenário, ainda aquém do desejado, mas mais próximo do ideal esperado, observa-se que tais investimentos têm-se mostrado eficientes, possibilitando a expansão do acesso ao ensino básico e, consequentemente à educação superior às grandes massas marginalizadas. A tendência é que o nivelamento destas esferas sociais ocorra de forma progressiva, o que, por conseguinte, delineará uma nova estrutura social e cultural que começa, aos poucos, a ser composta. Esta previsão assertiva exigirá novas adequações e ajustes. E, mesmo que o Brasil ainda não “seja”, ele aproxima-se, cada vez mais do real ideal conceito de desenvolvimento e em como este deve vir a “ser”. A perspectiva é de que nós possamos, num futuro próximo, contemplar e vivenciar os reflexos positivos deste novo traçado nos mais diversos setores da nossa sociedade brasileira.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ALBUQUERQUE, Wlamyra R. de; FRAGA FILHO, Walter. Uma história do negro no Brasil. Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais; Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2006.

FREYRE, Gilberto. Casa-grande & Senzala. Formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. Global Editora. 48ª edição. Recife- Pernambuco, 2003.

Guia de normalização de monografias, dissertações e teses / Rede de Bibliotecas do Senac São Paulo (organizadora) – São Paulo, 2013. 69 p.

Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos / Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos. – Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Ministério da Educação, Ministério da Justiça, UNESCO, 2007. 76 p. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc> Acesso em: 24 Set. 2013.

MACEDO, Arthur Roquete de. Educação Superior no Século XXI e a Reforma Universitária Brasileira. Ensaio: aval. pol. públ. Educ., Rio de Janeiro, v.13, n.47, p. 127-148, abr./jun. 2005.

SCHWARTZMAN, S. Aprendendo com os erros e os acertos do passado: pontos essenciais para a definição de políticas públicas de educação superior. Revista da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior. Estudos, ano 27, nº 39, dez-2010, p. 29-43. Disponível em:<http://archive.org/details/AprendendoComOsErrosEOsAcertosDoPassadoPontosEssenciaisParaA> Acesso em: 24 Set. 2013.

*PI entregue em 29/09/2013 03:58, reenviada com alteração em 30/09/2013 17:06.

http://acervo.novaescola.org.br/img/politicas-publicas/plano-nacional-educacao-g.gif

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