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RUSSOMANNO É O PREFERIDO CONFORME IBOPE

por: Marcelo de Toledo
Baixe o relatório completo da pesquisa em:
http://www.ibopeinteligencia.com/arquivos/JOB_0268-1_SÃO%20PAULO%20-%20Relatório%20de%20tabelas%20(divulgação).pdf

160621_23h_Palacio_do_Anhangabau_Ed_MatarazzoRecentemente, principalmente nas redes sociais, era nítida a aversão das regiões sul e sudeste em relação ao norte e nordeste, acusados de serem os responsáveis por manter a súcia petista. O povo foi para rua clamar por mudança, e as mudanças estão começando. Eis que se aproxima a única arma com poder real de mudança, as eleições, e para meu espanto vejo que os PAULISTANOS não fizeram a lição de casa. Ao término desta leitura não deixe de se expressar, comente, quero crer que o errado sou eu e as melhorias virão. Conto contigo!

O IBOPE divulgou nesta terça-feira (21/06/2016) pesquisa que aponta Celso Russomanno, deputado federal e pré-candidato pelo PRB, como favorito a prefeito da cidade de São Paulo com 26% das intenções de voto.

Os 12 nomes citados na pesquisa foram: Andrea Matarazzo, Celso Russomanno, Delegado Olim, Denise Abreu, Fernando Haddad, João Doria, Laércio Benko, Levy Fidelix, Luiza Erundina, Major Olímpio, Marlene Campos Machado, Marta Suplicy, Pastor Marco Feliciano, Ricardo Young e Roberto Tripoli.

Total pesquisado: 602 pessoas sendo 280 do sexo masculino e 322 do sexo feminino.

O segundo lugar na pesquisa Ibope está embolado entre oito pré-candidatos. Russomanno é seguido pela senadora Marta Suplicy (PMDB), que tem 10%, pela deputada Luiza Erundina (PSOL), que tem 8%, pelo atual prefeito, Fernando Haddad (PT), com 7%, e pelo empresário e pré-candidato do PSDB, João Doria, com 6%. O vereador Andrea Matarazzo (PSD) e o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC) têm 4% cada um. O Delegado Olim (PP) está com 3%; o Major Olímpio (SD) e Roberto Trípoli (PV) alcançaram 2%. Todos estão tecnicamente empatados, por conta da margem de erro de quatro pontos percentuais, para cima ou para baixo.

Os partidos têm até o dia 5 de agosto para realizar as convenções que definirão os candidatos à prefeitura. Já o prazo final para confirmar que o escolhido disputará efetivamente o cargo é o dia 20 de agosto. Pelo menos dois candidatos que estão presentes no levantamento já desistiram da disputa: os partidos de Laércio Benko e Denise Abreu já anunciaram apoio a Doria. A pesquisa foi encomendada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo e realizada entre os dias 16 e 19 de junho de 2016.

RESULTADO:

1 – Celso Russomanno (PRB) – 26%
Será que conseguirá ser candidato?
O deputado federal Celso Russomanno esta enrolado com a justiça. Rodrigo Janot (procurador-geral da República) é favorável a sua condenação por peculato. Caso o STF (Supremo Tribunal Federal) o condene ele não poderá ser candidato pois passa a ser um “ficha-suja”. Este senhor, supeito de desvio de dinheiro público (peculato), é o preferido dos paulistanos? Conforme a pesquisa IBOPE, sim.

2 – Marta Suplicy (PMDB) – 10%
De 2.000 a 2.004 exerceu um governo PETISTA, ficou conhecida como MARTAXA após a criação das mais variadas TAXAS para população paulistana, a mais famosa penso que foi a “taxa do lixo”. Criou as unidades CEU e implantou o Bilhete Único, legados que proporcionaram a ela a aprovação de 1/4 dos paulistanos conforme pesquisa realizada em 2013 pelo DATAFOLHA (1.120 entrevistados dias 25 e 26/04/2013). A mesma pesquisa perguntou “Qual o pior prefeito dos últimos 30 anos?” e o resultado foi: 1o. Celso Pitta (27%), 2o. Paulo Maluf (23%), 3o. Gilberto Kassab (18%) e 4o. Marta Suplicy (9%). Conforme o IBOPE o povo tem a preferência em segundo lugar por quem, exercendo o posto de ministra do turismo e em pleno “caos aéreo” de 2007 respondeu ao ser questionada sobre “que incentivo o brasileiro teria para viajar”, “Relaxa e Goza, porque depois você vai esquecer todos os transtornos!”. Esta senhora é a preferida por 10% da população paulistana?

3 – Luiza Erundina (PSOL) – 8%
Eleita em 1.988 exerceu um governo PETISTA de 1.989 a 1.992, foi a primeira mulher a dirigir uma das mais importantes cidades do mundo e a maior cidade do Brasil, a CIDADE DE SÃO PAULO. Sem dúvida é uma pessoa de caráter ético-moral e ideológico raro no meio político brasileiro, proporcionou grande avanço na educação graças ao time excepcional que administrava esta pasta, primeiro Paulo Freire e depois Mário Sérgio Cortella. Administrando pouca receita e com dificuldades de relacionamento com os governos Federal e Estadual teve que priorizar suas ações e, nesta priorização, a cidade de São Paulo tornou-se um grande buraco. Sua gestão ficou marcada pelo excesso de buracos no asfalto em todas as regiões da cidade. Aparentemente 8% da população entrevistada não sabe que somente boas intenções não são suficientes para administrar São Paulo, é necessário uma força política forte.

4 – Fernando Haddad (PT) – 7%
O atual governo PETISTA de Haddad tem mais da metade da cidade (55%) que REPROVAM seu governo, conforme IBOPE existem 12% da população entrevistada que o aprovam (avaliação Ótima/Boa), isto é incrível! Seu péssimo governo será lembrado principalmente pela criação das piores ciclovias do mundo, caríssimas e criadas de modo improvisado não passam de faixas vermelhas no chão que não garantem segurança nem para ciclistas nem para pedestres, uma lástima.

5 – João Doria (PSDB) – 6%
Empresário e presidente fundador do Grupo Doria, presidente do LIDE (Grupo de Líderes Empresariais). Esse grupo reúne 1,620 empresas brasileiras e multinacionais, representando 52% do PIB privado brasileiro. Qualquer alma boa pensará: – Um homem com tanta riqueza não necessita roubar do povo, aliás, nem político ele é por isso pode ser sim um ótimo prefeito! Será?
O pré-candidato pelo PSDB à prefeitura de São Paulo, João Doria, afirmou em 01/02/2016 em entrevista ao “É Notícia”, da RedeTV!, que a experiência privada é melhor do que a experiência política. “Eu trago exatamente a experiência privada. Eu trago o novo, a experiência privada bem-sucedida. Não trago aqui o ranço da política tradicional”. Novato em eleições, Doria disputou prévias em um PSDB rachado: enquanto o empresário era apoiado pelo governador Geraldo Alckmin, o vereador Andrea Matarazzo tinha a preferência do senador José Serra e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Andrea Matarazzo, ao anunciar a desistência e desfiliação do PSDB disse: “O comportamento de parte do partido nestas prévias que é uma réplica do que o PT está fazendo e o PSDB condena. Vimos compra de votos sem cerimônia com gravações para comprová-la, transporte de eleitores, constrangimento de pessoas, seguranças dentro dos locais de votação e uso da máquina pública”.
Em entrevista dada ao “El País” em 27/12/2015, João Dória disse: “Eu defendo o Estado mínimo, e vou fazer isso. A Prefeitura vai vender tudo aquilo que não for essencial para a gestão pública e a assistência à população que mais precisa. Vamos começar vendendo o estádio do Pacaembu, o autódromo de Interlagos e o parque de convenções do Anhembi. Numa mostra clara e definitiva de que o Estado não pode e não deve estar onde ele não é necessário. Quem deve administrar estes locais é o setor privado.”
E agora? Será que Dória é mais do mesmo? Seria uma versão culta do PT que ao invés de sugar as empresas estatais resolve entregá-las para administração privada?

6 – Andrea Matarazzo (PSD) – 4%
Experiência em eleições: Eleito vereador da cidade de São Paulo em 2012 com 117 mil votos. Conforme o CENSO 2010 a cidade de São Paulo tem 11,89 milhões de habitantes. Sem mais comentários.

7 – Marco Feliciano (PSC) – 4%
Acreditem, o IBOPE indica que o sétimo da lista é este senhor. Talvez porque o pastor Marco Feliciano, internacionalmente conhecido pelo seu enorme repertório de insanidades, é famoso no meio evangélico e por isso foi lembrado. Independentemente da religião que professa, qualquer cidadão pode se tornar elegível, porém, o país já sofre tanto com a radicalização nos mais variados meios que este senhor é altamente abominável para qualquer cargo político. Um homem que visa o bem da nação, a paz, a segurança, não pode jamais incitar a intolerância, o ódio e a vingança.

8 – Delegado Olim (PP) – 3%
Após a reeleição do PT no governo federal decidi que só votaria em policiais civis/militares, por isso não comentarei. Como em todas as atividades há bons e maus profissionais, quero crer que os princípios que aprenderam em suas academias serão honrados através desta representação do povo, precisamos de “ética, justiça e punição”.

9 – Major Olímpio (SD) – 2%
Após a reeleição do PT no governo federal decidi que só votaria em policiais civis/militares, por isso não comentarei. Como em todas as atividades há bons e maus profissionais, quero crer que os princípios que aprenderam em suas academias serão honrados através desta representação do povo, precisamos de “ética, justiça e punição”.

10 – Roberto Trípoli (PV) – 2%
Foi o vereador mais votado da Capital por conta de sua plataforma em defesa dos cães, gatos, e animais em geral. Das 602 pessoas entrevistadas 12 disseram que irão votar no senhor Roberto Trípoli.

11 – Laércio Benko (PHS) – 1%
Estranhei este nome no rol, eu jamais lembraria dele. Como vereador na capital, ganhou destaque com a discussão da proposta que proíbe a produção e a venda de “foie gras”, ou patê de fígado de ganso. A razão da proibição é a crueldade a que os animais são submetidos para produção da iguaria.

12 – Levy Fidelix (PRTB) – 1%
“Vem, vem, vem / Vem que tem / Levy Fidelix / É o homem do Aerotrem” quem não conhece? Há 26 anos na política sem nunca exercer um mandato executivo, ei-lo aqui, novamente. Dispensa comentários.

Denise Abreu (PMB), Marlene Campos Machado (PTB) e Ricardo Young (Rede) não pontuaram.

Brancos/nulos – 21

Não sabe/não respondeu – 5
Cenário mais provável

Em um segundo cenário com menos candidatos, Russomanno está na frente da disputa, com 34%. Marta tem 13%, Erundina fez 9%, Haddad e Doria tiveram 8% e Matarazzo, 6%. Brancos e nulos somaram 20%; 2% dos entrevistados não sabiam ou não responderam.
Na resposta espontânea, em que o entrevistador não indica nenhum nome, Haddad teve 5%, enquanto Russomanno fez 4%. Neste quesito, 54% disseram não saber em quem votar.
A pesquisa também avaliou a rejeição aos candidatos. Haddad teve o índice mais alto, com 46% respondendo que não votariam nele. Marta apareceu com 42%; Feliciano, 31%; Erundina, 29%; Fidelix, 24%; Russomanno, 22%; Olim, 11%; Doria, Olímpio e Marlene, 10%; Trípoli, 9%; Matarazzo, 8%; Benko, Abreu e Young, 7%; 1% pode votar em todos; 6% não sabiam ou não responderam.
Sobre a atual gestão na Prefeitura de São Paulo, Haddad teve 55% de avaliação entre ruim e péssima (os números podem somar mais de 100% por conta dos arredondamentos):

Avaliação da gestão Haddad:
Ruim/péssima – 55%
Regular – 33%
Ótima/boa – 12%
Não sabe/não respondeu – 1%

Aprovação da gestão Haddad:
73% desaprovam
22% aprovam
Não sabe/não respondeu – 5%

A eleição acontecerá em outubro. O Ibope entrevistou 602 pessoas entre os dias 16 e 19 de junho. A pesquisa foi inscrita na Justiça Eleitoral sob o número SP-00908/2016. O nível de confiança do levantamento é estimado em 95%. O levantamento também mensurou a avaliação dos entrevistados a respeito de medidas de mobilidade adotadas pelo prefeito Fernando Haddad.

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