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Análise do filme: THE CORPORATION

Em 16/05/2017 o professor Douglas Soares que ministra aulas da disciplina “Administração Estratégica” para o curso de ADMINISTRAÇÃO, apresentou em sala de aula para fins de análise e discussão o filme “The Corporation” (Canadá, 2004) informando que caso haja interesse dos alunos, a confecção de um resumo informativo e interpretativo do filme, após sua apreciação e aceitação, poderia ser utilizado como “Atividade Complementar” possibilitando a contabilização de horas conforme o “Programa de Atividades Complementares – PAC” do Centro Universitário Estácio de São Paulo.

O filme (documentário) “The Corporation” mostra o impacto das corporações na sociedade através de depoimentos, reportagens, propagandas, fotos e animações, iniciando com uma mensagem estranha e assustadora ao informar que na justiça dos Estados Unidos as corporações conseguiram adquirir o direito de ser uma pessoa, baseando-se na própria Constituição do país.

Com a definição de “pessoa” as corporações puderam agir como tal, contratando e demitindo empregados, comprando e vendendo empresas.

Partindo da primícia de tratar-se de uma pessoa, fica evidente que a motivação dos criadores deste documentário foi apresentar estas corporações sob a ótica ética e moral, e seus trabalhadores unidos por objetivos comuns sendo que o principal deles é gerar lucro aos proprietários destas corporações. Como esta “pessoa” não existe fisicamente foi constituído um corpo jurídico, logo, são pessoas especiais cujo objetivo de vida é lucrar, o máximo possível, de forma que seus acionistas estejam sempre felizes, não importando os meios para esta conquista.

As “maçãs podres” mencionadas no início do filme são grandes corporações norte-americanas envolvidas em escândalos que abalaram o mercado financeiro. Para maximizar o lucro as corporações contratam mão de obra barata e vendem o produto final com preço altíssimo, além de usurpar recursos naturais como, por exemplo, a água.

Não percebemos a participação frequente dessas empresas em nosso cotidiano, indo além de produtos e serviços, ou seja, as “externalidades” que também são por elas transmitidas a nós. Pagamos por estas “externalidades” ao permitir a devastação do meio-ambiente, a exploração da mão de obra devido à fome e miséria entre os pobres trabalhadores de países subdesenvolvidos, a exploração do mercado bélico que alimenta a guerra e até a própria guerra que permite gerar consumo a altos custos. Assistimos o depoimento de um investidor afirmando que as guerras e as graves crises são um ótimo negócio para quem investe em petróleo, ouro, armas, indústria farmacêutica, água, alimentos e etc.

As grandes corporações multinacionais se estabelecem nos países em desenvolvimento em busca de oportunidades de maximizar seus lucros e ganhar cada vez mais dinheiro através da exploração da mão de obra de pessoas que nada mais têm a oferecer para garantir sua sobrevivência além da mão de obra barata.

A propaganda nos impulsiona para consumir desenfreadamente até mesmo produtos que não queremos, precisamos ou desejamos, estão fazendo com que os recursos naturais se esgotem rapidamente sem que isso seja necessário.

Destaca-se no filme um momento onde um CEO de uma multinacional diz ser impotente para mudar algumas atitudes tomadas pela empresa, mesmo estas sendo contrárias a sua filosofia de vida, seus princípios morais. É interessante pensar que embora a corporação seja uma pessoa jurídica, ela existe porque “pessoas” a mantém viva, são pessoas trabalhadoras como nós que “administram” e cometem abusos em prol da maximização do lucro.

 

 

Qual a mensagem principal do documentário?

Que a sociedade reflita sobre os atos e atitudes das corporações, temos que rever a forma como estamos vivendo e utilizemos o único recurso capaz de modificar esta situação:

– O boicote aos produtos destas corporações!

Infelizmente o boicote não será suficiente para resolver o problema, pois, já vimos que ao protestar e boicotar, as corporações adotaram um perfil diferenciado, uma nova roupagem investindo em ações ambientais e evitando explorar a mão de obra infantil ou escrava com intuito de apresentar sua nova postura, sua conscientização sobre a sociedade como um todo, mas, a verdade é que a corporação se beneficia destes atos buscando maximizar ainda mais seus lucros.

A grande questão:

– Como converter a cultura organizacional para ações éticas sendo estas contrárias ao âmago do capitalismo?

E você, futuro administrador, qual será seu posicionamento ético diante da situação apresentada?

Vale a pena assistir este documentário e refletir sobre nossas ações.

Marcelo de Toledo, 15 de junho de 2017.

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Capitão América: Guerra Civil

Achei justo! Depois do estrago que fizeram em “Vingadores: Era de Ultron” alguém tinha que colocar ordem na casa. Embora o título “Guerra Civil” nos remeta a seriedade e pancadaria (afinal, GuerraCivil_160430estamos falando da Marvel) confesso que gostei – e muito – do filme. Vejo que a cada nova produção eles injetam uma dose maior de humor e não apenas pitadas humorísticas como no passado. É um filme que induz a reflexão por tratar de conflito de ideias, as cenas de luta utilizando uma visão privilegiada novamente garantem uma nota 10 para Marvel (enquanto para DC dou nota 8). Se você é um nerd aficcionado* por física então não recomendo o filme, pois o escudo do CA me lembrou Wingardium Leviosa.

Resumindo: EXCELENTE FILME tanto para veteranos como iniciantes.

*Antes que puxem minha orelha, o correto é “aficionado”, porém, para linkar com a idéia de ficção utilizei “aficcionado”. 😉

 

SP Market Cinemark (nota 5,0)

XD_Cinemark_SPMarket

Um lixo!

Sempre utilizo a mesma sala (única XD do SP Market) e os problemas normalmente são poucos (falhas na projeção “antes” de começar o filme e/ou pouca sujeira), porém, em 30/04/2016 para a primeira seção foi um horror. Certamente ninguém ficou para limpar o CINEMARK após a última seção de sexta feira, e, ninguém chegou mais cedo, pois às 11h00min de sábado estava tudo imundo, corredores, frente da lanchonete e a sala XD. Demoraram muito para liberar a entrada e, quando entramos, um lixo danado. Um fedor que lembrava alguém fumando cachimbo. E a tela estava completamente escura, apenas o áudio das propagandas que antecedem o filme estavam presentes. Parecia que aquela escuridão era proposital, afim de esconder tamanha sujeira, mas, nem a escuridão conseguiu essa proeza. Acho um absurdo pagar R$ 36,00 por um ingresso em uma “sala especial” (XD! Um absurdo de som: 7X mais potente. Um absurdo de tela: 40% maior. Um absurdo de cinema: Sala XD Cinemark) e receber em troca um serviço de péssima qualidade. O banheiro, que fica em frente à entrada da sala estava imundo. Uma placa informava aos desatentos “CUIDADO: Piso molhado”, era URINA. Deveria ter tirado uma foto, só agora pensei nisso.

PONTUAÇÃO GERAL (Nota – Descrição)

10 FILME

Acessibilidade
10 sinalização
10 localização dos lugares para cadeirantes
10 rampas de acesso
5 piso tátil para cegos

Atendimento
8 cordialidade
7 treinamento
3 agilidade
3 pontualidade

Conforto
10 espaço entre as fileiras
10 poltronas
8 sala de espera e bonbonnière
0 limpeza e conservação dos banheiros

Imagem
10 condição física da tela
10 foco e enquadramento
10 contraste e definição
10 estabilidade da imagem e dos letreiros

Segurança
10 saídas de emergência
10 extintores e hidrantes
10 sinalizações e luzes de emergência

Som
10 volume
0 falhas sonoras
0 ruídos externos

 

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